Pedal na Pedreira Desativada em Santa Felicidade

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No mês passado fiz um pedal bel legal com o Natan e o Caio, em uma pedreira desativada, perto de Santa Felicidade.

O local eu já conhecia a muito tempo atrás, desde quando comecei a andar de mountain bike, a uns vinte anos. Quem me apresentou o roteiro foi o meu amigo Xico, com quem pedalei muito nos meus primeiros anos de bike.

Uma das coisas que gosto de morar em Santa Felicidade é que, basta uns quinze a vinte minutos de pedal, e já estou em estradas de interior, de chão batido, com muitas árvores e pássaros. E é assim, bem pertinho, que se encontra a pedreira desativada.

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Saímos de casa em direção ao contorno norte e, ao chegar na rodovia, é só atravessá-la para já estar nas estradas de terra. Dali até a entrada da pedreira é muito perto; não mais do que um quilômetro.

Antigamente, quando a pedreira funcionava, existia uma portaria com um guardião. Toda vez era a mesma história. Tinha que convencer o rapaz a nos deixar passar para seguir o trajeto numa estradinha que passava por dentro da pedreira.

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Agora é diferente. O mato tomou conta do lugar e não tem guardião algum. É só passar pelo lado da entrada principal e pegar uma abertura no muro, ao lado.

A pedreira continua igual, só que agora o visual parece aqueles filmes pós-apocalípticos norte-americanos: construções abandonadas, mato crescendo, e nenhum barulho.

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Passamos pela entrada da pedreira e pegamos uma trilha lateral que, antigamente, era uma estrada. Agora era uma trilha mesmo, bem estreita.

Seguimos pela trilha até chegar na parte alta, pelo lado direito. Dali eu sabia que poderíamos avistar de cima a pedreira, com o seu buraco enorme tão característico. Quando chegamos lá me surpreendi. O buraco não existia mais; no lugar dele se formou um enorme lago de um verde profundo. Algo realmente bonito!

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Subimos mais um pouco e vimos que, do outro lado, lá embaixo, haviam várias pessoas tomando banho. Depois, vendo fotos do local pela Internet, descobri que o local virou uma diversão de final de semana para as pessoas da região.

Depois de uma sessão de pedras atiradas tentando chegar no lago (o lugar é enorme mesmo) e de um festival de ecos rebatidos, seguimos em frente para começar a volta. A ideia era achar a trilha que dava a volta anti-horária na pedreira. O lugar mudou, mas não tanto para eu me perder. Fomos pedalando e subindo, até chegar na parte mais alta do local. Ali o relevo mudou mesmo. Onde antes tinha mato fechado, com uma pequena trilha, agora havia uma estrada mesmo.

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Continuamos e vimos um carro queimado, abandonado, provavelmente roubado. Tiramos algumas fotos e seguimos em frente. Alguns dias depois mandei o número da placa, que ainda estava por lá, para um amigo que trabalha no batalhão de polícia de trânsito. Ele me informou que o carro havia sido furtado a quatro dias. Passei para ele a localização do veículo e ele entrou em contato com o proprietário.

Seguimos em frente e começamos a descer, pegando outras estradinhas vicinais, até chegar novamente na rodovia. Mais uns vinte minutos e estávamos em casa. Tudo em um pedal que não chegou a vinte quilômetros! Os meninos gostaram muito e eu revivi os antigos passeios.

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E é por isso que a bicicleta continua a ser um dos meus esportes favoritos. Passa o tempo mas eu sempre volto para ela. Além de um ótimo exercício e de proporcionar a contemplação da natureza, une os amigos e as gerações. Adoro pedalar com meu filho e mostrar para ele as coisas belas que temos neste mundo.

Acho muito legal que cada vez mais pessoas estejam procurando o contato com a natureza e acham na bicicleta uma ótima alternativa. E isto está crescendo muito nos últimos anos: a venda de bicicletas no Brasil supera as vendas de carros novos a quatro anos seguidos! Para você ter uma ideia, em 2011 fora vendidas 6 milhões de bicicletas contra 3,6 milhões de carros.

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E essas vendas só tendem a aumentar com a crescente preocupação com saúde, qualidade de vida e a preocupação com a poluição e a procura por meios alternativos de transporte.

Resumindo: uma ótima tarde de sábado com diversão, saúde e união da família.

E você, quando vai comprar a sua bike?