Detalhes Sobre a Corrida de Aventura de São José dos Pinhais 2011

Como sempre, depois de uma corrida de aventura, eu reflito sobre as coisas que aconteceram e tento entender melhor a prova, descobrindo o que acertamos e o que erramos. Acho que este tipo de debriefing é uma boa maneira para crescer no esporte e tentar melhorar cada vez mais. Então vamos lá, minha análise da Corrida de Aventura de São José dos Pinhais 2011.

A Prova

A organização escolheu fazer uma prova rápida, provavelmente porque foi realizada no domingo. Provas longas tendo que trabalhar no outro dia são complicadas. Concordo com eles, mas ainda prefiro as provas no sábado, pois podemos ter desafios maiores e ainda descansar no dia seguinte.

A corrida foi muito bem estruturada. O roteiro da equipe Guartelá estava ótimo. Transições a todo o momento, um bom balanceamento entre bike e trekking e uma navegação bem desenvolvida. PCs em pontos estratégicos, como o PC2, fizeram a diferença para uma navegação bem executada e foi possível ganhar minutos importantes na competição.

As partes de trilhas também foram bem colocadas e exigiram um pouco mais da navegação de cada um. A ida até o PC 11 confundiu várias equipes (inclusive nós) e foi onde perdemos mais tempo.

A flutuação foi muito interessante, e ajudou a compor melhor a prova e dar um brilho a mais. Pena que o trecho foi bem curto. Poderia ter sido maior.

Já a algum tempo não temos ducks nas provas da Extremaventura. Sinto falta disso, pois é mais uma disciplina esportiva envolvida e faz um bom balanceamento entre pernas e braços. Julio, pense nisso! 🙂

A Navegação

A inclusão da pista de orientação também foi muito legal. Este tipo de disciplina ajuda os atletas a aguçarem as suas habilidades e dá uma quebrada no ritmo frenético da prova. Várias equipes escolheram caminhar enquanto outras corriam pelo trajeto. Nós fomos no meio termo, hora correndo, hora caminhando. Quem sabe uma pista de orientação um pouco mais curta não deixaria o ritmo um pouco melhor. Seria algo a se pensar.

A parte mais complicada da prova foi entre o PC9 e o PC11 onde várias equipes tiveram dificuldades. Quem acertou esta navegação acabou ficando com as primeiras colocações. Até o PC10 chegamos sem problemas mas daí erramos indo para o PC11 e saímos na estrada, e não na trilha. Se pensássemos um pouco mais e tivéssemos olhado “fora da caixa”, poderíamos ter notado isso antes. Calculo que perdemos uns 30 minutos nisso tudo.

O mapa desta vez foi na escala de 1:25.000 o que confundiu um pouco pois estou acostumado com os de 1:50.000. Tudo era muito mais perto do que imaginava. Até errei algumas marcações de quilometragem, durante a preparação, mas que notei no meio da corrida e corrigi na hora. Nada demais, mas um bom detalhe para sempre ficar alerta.

De resto navegamos bem e praticamente sem errar, indo direto para todos os PCs.

Bike’n’Run

Modalidade nova, que nunca tinha feito foi a bike’n’run. Ela nada mais é do que um atleta ir de bike e o outro correndo. O que importa aqui é a dinâmica e a interação entre os dois. Como correr cansa bem mais, o esquema é intercalar na bike, à medida em que o corredor cansa. E também isso gerou momentos hilários, quando aproveitamos a gravidade das descidas e fomos os dois na bike, desfrutando do vento na cara e dando boas risadas.

Espírito Esportivo e de Competição

Como sempre encontramos equipes ótimas durante a prova. Todos se divertindo e num clima de confraternização. Não gostei de um ou dois momentos, quando fui trocar informações com uma equipe e eles simplesmente viraram a cara ou falaram dissimuladamente. Eu nunca nego informação quando perguntam e sempre tento ajudar. É claro que existe a competição, mas às vezes acho que a galera exagera. Mas tudo bem, cada um tem o seu pensamento e atitudes.

Equipe

Desta vez corri com o Daniel Strapasson, irmão do Fabio, que havia corrido comigo em Quatro Barras 2010. O Daniel é meu amigo da época do voo livre e sempre nos demos muito bem. Ótimo companheiro de equipe e sempre de bom humor. Valeu Daniel!!

Vídeo

O vídeo ficou bem ágil, até demais em alguns momentos. Tive muitos cortes diretos de um PC para o outro, sem mostrar o trajeto entre eles. Também na parte da Orientação eu poderia ter cortado a filmagem de alguns prismas ou até mesmo deixado o tempo de exposição de cada um mais curto ainda, fazendo quase que uma câmera rápida. Mas no geral gostei das partes onde estamos correndo no trekking, na flutuação e na descida de carona, na bike do Daniel. Esta ficou muito engraçada e espontânea.

Resumo

Sempre antes das provas fico apreensivo, por alguns motivos: medo do desconhecido, cobrança pessoal para fazer uma boa prova e editar um bom vídeo. Acho até normal, mas ainda não consegui me acostumar 100% com tudo isso. Com o passar do tempo e de cada prova estou mais tranquilo e sabendo lidar melhor com esta situação de pré-competição.

Mas a melhor hora é quando a buzina da largada é acionada e toda esta apreensão desaparece. O que fica é a adrenalina durante o evento e a sensação de dever cumprido quando cruzamos a linha de chegada. Uma sensação que poucas pessoas tem o privilégio de sentir.

Comments

  1. É isso aí galera, a experiência vivida em todos os sentidos!

    Saudações da equipe Vibram FiveFingers Brasil

  2. valdomiro says:

    Muito legal sua analise. Por acaso o seu parceiro Daniel é aquele que no voo livre é conhecido como Farpado? abraxxxxx

  3. Rodrigo Stulzer says:

    Sim, é o Farpado mesmo! 🙂

  4. Julio Camargo says:

    O apelido de farpado é decorrente da perícia no pouso, rs…? É isso ai Rodrigo, bem bacana, seus vídeos são sempre aguardados por todos.