Pedal e Aniversário na Jazida de Itambé, via Bateias

Neste sábado fizemos mais um pedal, desta vez com a desculpa que seria a comemoração do aniversário do Thiago, do Odois. O trajeto definido pelo Leandro (que infelizmente não pode ir) foi: Barigui, BR277, Bateias, Jazida, Cimentão, BR277, Barigui, dando em torno de 100km.

A grande surpresa foi conhecer toda uma gama de estradinhas de terra depois que Bateias, que eu, e quase todos do grupo, nunca haviam visto antes. A única coisa mais ou menos conhecida, foi o Morro do Cal, no meio do caminho.

Neste pedal finalmente consegui que o Tom, amigo de já a muitos anos, participasse. Ele foi somente na parte da BR, mas já valeu para ver o astral da turma. O Markito e o Rodrigo também foram, e voltaram perto do Morro do Cal pois tinham compromissos na parte da tarde. Também foi o Israel, que conheci através do blog. Atarracado e forte, encarou tudo com a maior facilidade. O resto da turma foi o de sempre: Lulis, Tui, Luiz, Thiago, Du, Gassner, Mildo, Renato, Fabricio e o Tourinho Guilherme.

O trajeto é muito interessante e bonito, em estradas pequenas, estreitas, e com um bom piso. As subidas e descidas são constantes, e as pernas tiveram que aguentar os  2.000 metros de subida acumulada, o que é bastante para um pedal deste tamanho.

Num determinado ponto o chão começou a mudar: de uma terra batida e boa para um cascalho duro e escorregadio que quase chegava a ser uma rocha. Por ali vi uma cadeia de montanhas, com um grande descampada e achei que poderia ser o 3 Irmãos. Mas depois de conferir com o GPS do Mildo, descartei a possibilidade. Estávamos muito longe do local onde deveria ser o morro.

Por este local, numa das descidas, o Guilherme, menino de somente 13 ou 14 anos, quase caiu da bike. O pessoal que ia um pouco à frente assistiu tudo. Depois de dançar para cá e para lá, ele conseguiu controlar a situação e parou, assustado. O pessoal, vendo que tudo estava certo, começou a rir da situação.

O Guilherme é novo, mas já pedala muito, com a potência da sua juventude. Conhecido como “filho do Leandro”, ganhou mais dois sobrenomes para refletir a sua euforia, ficando assim: “Guilherme Leandrinho Gassner Tourinho“. O “Gassner” é em homenagem ao Rafael Gassner, que pedala muito e está sempre na frente. O “Tourinho” foi batismo meu, que é uma história que vou contar em outro post.

Chegamos bem perto da Jazida, que dava para ver no visual, mas ainda tínhamos subidas e descidas infernais pelo caminho. A descida era tão forte e cheia de buracos, que tivemos que ir a não mais do que 4 ou 5km/h. O problema ali era de ser ejetado da bike, se descuidasse um pouco.

Tivemos duas quedas neste pedal: o Israel deve ter exagerado na velocidade e foi para o barranco, fazendo uma rolagem, tendo poucas escoriações. O outro colega, o Tui, fez uma curva muito veloz e bateu em uma moto. Nada demais, mas ficou com uns pelos arranhões no braço direito.

Para não deixar a chegada à jazida ser muito fácil, mesmo estando a menos de 1km do local, o trajeto colocou uma subida infernal na nossa frente. Além de longa, era íngreme, e exigiu concentração de todo mundo. O engraçado é que nestas horas ninguém falava nada, guardando forças para vencer a subida.

Finalmente chegamos na jazida, um lugar enorme e muito amplo, que chega a dar aquela pequena vertigem pelas distâncias ali apresentadas. Os caminhões pareciam carrinhos em miniatura, no meio daquelas estradas de terra escavadas na rocha.

Juntamos as comidas e o Du trouxe dois panetones, que serviram de bolo para o aniversário. Saquei da minha mochila um pacote de línguas de sogra e distribuí para todos. Peguei também uma daquelas velas malucas de festa, que soltam uma chuva para cima e coloquei em um dos panetones.

Cantamos parabéns e comemos tudo o que havia. Ficamos um pouco por ali e levantamos acampamento, já que ainda tínhamos uns 40km até chegar em casa. Aqui vale uma menção honrosa ao Fabricio, que sempre vem e volta pedalando de São José dos Pinhais, somando 40km ao que sempre fazemos!

Dali para a frente o piso ficou mais fácil, pois logo encontramos a estrada de cimento, onde o pedal rende mas também é um pouco monótono. Como a estrada fica no meio de uma serra, dá-lhe subidas e descidas, de 4 ou 5km cada uma. Neste cimento eu andei muito de carveboard, chegando até a fazer encontros na lua cheia, só para curtir o visual e a estrada de noite, com a lua iluminando tudo.

Paramos para uma reabastecida em um boteco da estrada e seguimos em frente. A próxima parada foi depois da fábrica, onde o cimento encontra a BR na volta. Reunimos o pessoal e seguimos em direção à Campo Magro. Lá procuramos um local para comer e, como já eram quase quatro da tarde, estava tudo fechado. Acabamos encontrando uma lanchonete com uma dona simpática que poderia fazer alguns lanches para a gente.

A cena foi muito engraçada. Estávamos em doze e o pedido passou dos vinte e nove baurus e uns seis x-saladas. Para ajudar a empurrar tudo isso para baixo bebemos uns 10 livros de pepsi junto com a laranjinha Água da Serra. 🙂

Bem alimentados, seguimos para mais uns 20km de pedal para chegar ao Barigui. Paramos no posto policial para reabastecer os cantis e nos despedirmos, cada um seguiria para o seu lugar. Eu e o Israel pegamos o viaduto da Orleans e fomos até a Toaldo Tulio, nos separando em seguida também.

Cheguei em casa pelas 17:20h, cansado e com o joelho esquerdo doendo um pouco. Estava muito feliz e eufórico. Afinal, dez horas de endorfina na veia é um motivo mais do que justo para ficar nas alturas. 🙂

Resumo: Pedal até a jazida da Itambé, pelas bandas de Campo Magro e Bateis. Mais de 1.800m de subida acumulada, muita risada e ótima companhia. Meu ciclocomputador marcou 108km rodados, em torno de 10 horas de pedal.

Outros relatos: Renato, Luiz, Fabricio, Mildo, O2.

Comments

  1. Mildo Jr says:

    isso aí TUTU,,
    simbora pro próximo!!!

    mooooooooove

    * é Tui mesmo,, 😀 agora é Tui Daiane dos Santos,, 😀

  2. Renato says:

    Aquela subida m*ther fckr foi engraçada: ninguém abriu a boca para nada. Quer dizer, só para respirar. Tinha-me esquecido dela até você comentar.

    Bom pedal, vai entrar para a história.

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  4. Realmente 40km a mais em um pedal que solta as tiras é de matar. Parabéns pelo relato.

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  6. Luiz says:

    Bicho essa foto do concretão ficou muito boa!!

  7. Matheus says:

    Parabéns a todos e principalmente para o Thiago é claro. No próximo to dentro. Abraços.

  8. Tom Grando says:

    Valeu (novos) amigos.
    Galera gente boa e de fibra.
    Aguardo novas oportunidades de convívio.
    Grande abraço, Tom.

  9. du says:

    Ótima Cobertura! Boa Stulzer, atual Tutu.
    Oh, o aniversário não foi desculpa não, é uma tradição! ahuahua. A diferença é que nesse ano foi um festão!
    Boas fotos, agora é começar a matutar a próxima, inevitável!

  10. Israel says:

    Muito boa a cobertura do pedal.
    galera muito divertida e alegre mesmo pedalando mais de 10 hs.

    valeu galera e ao Stulzer pelo convite.
    att uma próxima.

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  12. Peterson says:

    Valeu Rodrigo, desta vez não deu pra ir porque meu pequeno tava doente, mas ao ler o relato fiquei ainda mais animado pra não perder o proximo pedal.
    Abraço

  13. […] para nós esportistas. Apesar dele começar oficialmente em 20 de março, só o senti de verdade no pedal da jazida, no dia 12 de abril último. Cada estação tem a sua peculiaridade e não dá dizer que uma é […]