Transpirando Amor

Como hoje é dia dos namorados, nada mais natural que o Transpirando.com contar um pouco de como a Bel e eu acabamos tendo nosso amor, de uma maneira ou outra, sempre ligado aos esportes.

Já nos conhecíamos a mais de oito anos antes de começarmos a namorar, mas relacionamentos anteriores fizeram o tempo maturar o nosso reencontro. Chegou um dia em que os dois tinham acabado os namoros e foi aí que aconteceu.

Acabamos nos reencontrando no John Bull e chamei-a para se sentar ao meu lado. Quando a vi tive a certeza que aquilo tinha futuro. Conversamos bastante e lembrei que o irmão dela, o Gian, havia feito para-quedismo um ano depois que eu. Falei que não saltava mais, mas estava voando de parapente. Pensei em convidar ele para ir até a montanha e ver como era, mas quem se interessou foi ela. 🙂

Daquele dia em diante não nos desgrudamos mais. Ela começou a me acompanhar todos os finais de semana por onde eu voava. Mas ela não era mulher de só acompanhar o namorado. Ela quis voar também! Em pouco tempo já havia feito o curso de parapente e começamos a voar juntos.

Quando fiz o livro Parapente Brasil, usei várias fotos nossas para ilustrar a capa. Ela aparece voando em umas duas delas, e em outra aparecemos em um beijo gostoso, na rampa de Valadares, entre vários parapentes. Era o ano de 1998 e estávamos em lua de mel; havíamos acabado de nos casar.

Este campeonato foi fantástico! O primeiro campeonato importante que participei. Passamos duas semanas voando todos os dias, fazendo vôos de mais de 50km de distância. A Bel era iniciante ainda e voava só no final da tarde. Tadinha, subia com a gente logo pela manhã e torrava até a condição diminuir e ela poder fazer um voo liso para a Feira da Paz, pouso oficial da cidade. Foi na rampa de Valadares que comemos Açaí pela primeira vez.

O campeonato brasileiro de parapente foi sempre bem coberto pela mídia local. Na foto abaixo fomos entrevistados pelo jornal da cidade e a matéria teve o sugestivo título de O Amor está no Ar. 🙂

Ela fez o seu melhor voo em um campeonato paranaense em Terra Rica, subindo muuuuito alto e tirando o primeiro lugar feminino. Depois de um tempo aconteceram vários acidentes e começamos a perder o entusiasmo pelo voo-livre.

Foi nesta época que aprendi a surfar, influenciado pela Bel. Ela e seus irmãos já surfavam e como eu estava com uma lacuna nos esportes, resolvi tentar. Foi um bom ano até eu considerar que estava surfando de verdade, mas consegui! Não sou nenhum profi, mas adoro pegar a parede da onda e deslizar por ela, seguindo o seu caminho.

De um jeito ou de outro, sempre fizemos coisas diferentes. Seja nos esportes ou aproveitando este gosto em comum pela natureza pra conhecermos lugares maravilhosos. Quer algo melhor do que colorir a sua vida e ser mais feliz? 🙂

Por volta de 2000 fomos até a Chapada dos Veadeiros e fizemos ótimas caminhadas, sempre chegando em uma cachoeira maravilhosa no final.

Continuamos a surfar até hoje, mas sem a gana que tenho em outros esportes. Quando vamos para a praia, daí sim fico na fissura. A Bel é mais tranquila, surfando quando acha que está legal, sem aquela ânsia toda dos homens… 🙂

No ano passado, depois que retomei o pedal de mountain bike, ela também começou a dar os seus passeios. De vez em quando pegamos alguma trilha, juntando vários casais para animar mais ainda a galera.

Agora estamos treinando para fazer cicloturismo pelo Circuito do Vale Europeu, em Santa Catarina. Serão sete dias com uma média de 40km/dia! Pegamos uma assessoria esportiva para fazer um treinamento específico para ela ficar em forma para esta pedalada. Assim ela ficou super motivada e eu acabei virando um personal biker. 🙂

Há, e eu ia me esquecendo… Veja na foto abaixo as nossas alianças. Elas têm uma cobertura de prata, simbolizando as montanhas de quando voávamos de parapente:

Na foto de abertura deste post dá para ver melhor como elas são. A ideia também foi da Bel, quando ainda éramos namorados. Estávamos em um curso sobre técnicas de voo e ela me chamou no meio da aula para falar sobre a ideia de ter nas nossas alianças as montanhas que voávamos. Adorei! Achamos uma ourives para fazer as peças e elas estão com a gente até hoje.

Temos um relacionamento muito legal, sincero e sempre com a vontade de fazer o outro feliz. Temos um filho super querido e uma família ótima, que nos ajuda em todas as horas.

Podemos não ser perfeitos, mas temos uma ótima vida, com respeito, carinho e amor. E o esporte, neste contexto, só reforça os nossos laços e nossa paixão pela aventura e pelas coisas boas que a vida nos proporciona.

Seja bonita e cheirosa, ou toda suada quando a levo para as roubadas,  te amo Belzinha… Sempre!

Comments

  1. MARCO says:

    Morreria de inveja se não tivesse uma história tão bonita quanto a de vocês. Felis dia dos namorados e continuem assim, um casal pra lá de maravilhoso.

  2. bebelribas says:

    Maridão… lindo, como sempre!!
    Que continuemos nesse caminho iluminado, repleto de carinho, amizade, amor, companheirismo, paixão e respeito.
    SER FELIZ, FAZER FELIZ, e pra nossa sorte isso só depende da gente. Que bom 🙂
    Te amo muitooooooo
    Belzinha

  3. bel says:

    que vcs continuem transpirando amor!!sou de gv e atualmente moro em sampa,sinto muita sauades dai. entro sempre np google p pegar novas fotos de gv e vi o site de vcs e li a historia e achei simplesmente linda…parabens a vcs.bjs