Como Correr Descalço (Ou Quase): Vibram Five Fingers

Quem me acompanha pelo twitter (@transpirando) viu que nos últimos dias falei várias vezes sobre um tipo diferente de calçado: o Vibram Five Fingers. Mas o que é esse negócio maluco, que mais parece a uma luva para o pé do que um calçado?

Já a algum tempo eu leio sobre lesões e o que as motiva. Como ainda não estou totalmente curado da minha síndrome do trato iliotibial, sempre procuro na Internet alguma coisa que possa explicar porque os corredores têm tantas lesões. Nunca vi uma quantidade tão grande de problemas em outros esportes, e olha que já fiz vários deles.

Já a algum tempo ouvi o Brett, do ZenTriatlhon falar sobre correr descalço. Não dei muita bola mas continuei a acompanhar o seu podcast, que é ótimo, por sinal. Um tempo depois comecei a acompanha-lo no twitter (@zentriathlon) e foi pelo seu intermédio que conheci o @barefootted.

Este cara, o Ted, é um dos adeptos da corrida descalço. A ideia básica deste grupo de pessoas que defende correr sem tênis é que os nossos pés sofreram milhões de anos de evolução e os sapatos e tênis os estão estragando, gerações após gerações. Deixo claro que não sei até que ponto isso é bom ou prejudicial, mas a teoria é interessante.

Veja um pequeno vídeo (4s) mostrando a diferença entre a maneira de se tocar o solo de tênis e descalço:

O modo de se dar uma passada, tocando antes o calcanhar no chão, veio com o advento dos calçados. Tente ficar descalço e correr tocando primeiro o calcanhar. Você irá parar nos primeiros metros, ou, se for um pouco inteligente, começará a adaptar a sua passada para um toque da planta do pé, ao invés do calcanhar. Aí vêm mais uma teoria: se os animais não usam calçados, como conseguem correr tanto e por tanto tempo?

A ideia de correr descalço realmente não me agrada, especialmente por causa de problemas como pedras, cacos de vidro ou arranhões. Mas calçados como o Vibram Five Fingers (e outros similares) me parece ser uma boa opção. Em todos os blogs e fóruns que li eles sugerem uma adaptação longa e gradual. Nada de colocar um destes e querer sair correndo 10 quilômetros por aí. E mesmo se você tentar correr na praia, que me parece um dos locais ideais para não se usar nenhum tipo de calçado, não abuse.

Lembro de tentar correr na praia, em torno de um ano atrás, em em menos de dois quilômetros tive que desistir pois a sola do meu pé já estava reclamando. Não por causa do impacto, mas porque ela não estava acostumada com o simples roçar da areia. Num mundo tão automatizado como o que vivemos, não temos mais um contato de nosso corpo de maneira tão explícita com a natureza, e daí ele sente.

O Vibram Five Fingers foi eleito pela revista Time uma das melhores invenções de 2007. Além disso apareceu no New York Times com o sugestivo título “Como estragamos nossos pés a cada passo que damos” e também na Wired.

Segundo um artigo de Amby Burfoot, na Runner’s World americana, correr descalço era bem comum até algumas décadas atrás, até mesmo para atletas olímpicos. Com a chegada da grande indústria dos tênis de corrida, isso acabou ficando no esquecimento.

Tentativas como o do Vibram Five Fingers são boas para questionar o Status Quo. Se ele vai funcionar ou se conseguirá provar alguma coisa é outra história.

Mas que eu quero testar um destes, isso eu quero. 🙂

Comments

  1. Pepe Volpão says:

    Stu, parabéns pelo texto e por levantar essa questão do barefoot running.
    É bacana o conceito do correr descalço. Não nego minha curiosidade e desejo inclusive de um dia experimentar. Mas alguns argumentos carecem de coerência. Esse lance de estar “estragando” os pés por estar usando tênis para correr. Isso se chama evolução! Então estamos estragando nosso coração, nossos músculos ao usar carros para percorrer longas distâncias? Seguindo essa linha de raciocínio…Estamos estragando nossa vida ao utilizarmos de itens que nos trazem praticidade e conforto? Vidros elétricos nos carros, controle remoto para as televisões e elevadores em prédio estam prejudicando nossa vida ativa? Se for seguir o pensamento dos que alegam ser um “back to the egg” o tal do barefoot running é exatamente isso que ocorre.
    Inclusive isso me faz lembrar dos eco-chatos que querem a todo custo a manutenção do habitat de um papagaio do bico cor-de-rosa-e-chumbo mas mesmo assim anda de carro o dia todo e não sabe a destinação do seu lixo diário.
    Hoje o mundo está repleto de incoerências, infelizmente.
    Como sugestão para evitar lesões, tão comuns na corrida, indico sempre o dar o passo conforme a perna… Pequenos e graduais objetivos me fazem ter 16 anos de corridas e nenhuma lesão (exceto bolhas e unhas-pretas, hehe). Tudo bem que tem gente que talvez não queira esperar 16 anos para correr uma maratona né, rsrs. A esses recomendo sempre o respeito ao corpo e principalmente não insistir. Procurar orientação médica sempre.

    Um abraço brother!

  2. Leonardo says:

    Um contraponto a opinião do Pepe. De fato, o termo “estragando” foi mal usado, mais apropriado seria “atrofiando”. Há dois tipos de tecnologias: as que funcionam como prometido e as que não funcionam. A roda quadrada foi uma tecnologia que não vingou. Tal como o medicamento Vioxx, retirado do mercado recentemente, que prometia ser o alívio dar dores mas causava ataques cardíaco nos seus usuários. O tênis com calcanhar elevado promete ir pelo mesmo caminho. Não há evidências que ele reduza lesões, de fato as pesquisas apontam que quanto mais barato o tênis menos lesões ele causa. O Pepe é um agraciado pela natureza por não ter lesões há 16 anos. As estatísiticas mostram elevado número de corredores lesionados todos os anos. Eis uma referência:
    http://bases.bireme.br/cgi-bin/wxislind.exe/iah/online/?IsisScript=iah/iah.xis&src=google&base=LILACS&lang=p&nextAction=lnk&exprSearch=489577&indexSearch=ID
    Assim, quando um tecnologia não funciona como prometido, resta voltarmos ao que tínhamos antes (pés descalços, sandálias indígenas, …) ou evoluirmos a tecnologia do calçado. O fundamento do tênis com amortecimento é que o impacto é que causa a lesão. Este fundamento parece falho. O novo paradigma é que o movimento repetitivo incorreto é que causa a lesão. O Vibram Five Fingers é a tentativa de se fazer um calçado que não atrofie os pés e permita o movimento correto que a natureza levou milhões de anos para aperfeiçoar.
    Voltando ao tipo de tecnologia que funciona, elas precisam ser usadas com consciência e para os limites que foram projetadas. Assim usar o carro para longas distâncias ou o elevador para subir vários andares é um uso consciente. Pegar o carro para ir na padaria da esquina ou descer um andar vai “atrofiar” seu coração, seus músculos, aumentar seu colesterol, sua pressão arterial e te levar ao consultório do cardiologista. Lá, o profissional lhe indicará fazer exercícios físicos. Se você estivesse usando o carro e o elevador conscientemente, estaria fazendo exercícios físicos durante o dia sem perceber e talvez teria economizado a visita ao cardiologista. Sem contar os efeitos colaterais do uso exagerado do carro: emissão de carbono, efeito estufa, fuligem.

    Eu corri por dois anos com tênis e tinha uma canelite horrível. Treinava pouco, não estava treinando para maratona, seguia os príncipios de subir a quilometragem aos poucos. É um conselho importante mas não suficiente. Eu já ía mudar de esporte quando, por sorte, encontrei o seguinte site na Internet:
    http://runningbarefoot.org/
    Meu esporte agora é este: correr descalço.
    Ouça seu corpo: corra descalço.
    Para saber mais acesse meu site. Cadastre-se na nossa comunidade do Orkut (veja no site).
    http://pes-descalcos.org/run

    Boa recuperação de sua lesão e boa sorte se resolver embarcar na aventura de correr descalço ou com calçados minimalistas.

  3. Tuco says:

    Realmente uma ótima… Também desejo um test drive… A única coisa que me impressionou foi o preço… Mas vamos em frente ver se realmente vale tudo isso… Abração

  4. roger says:

    Corri calçado por mais de 20 anos de minha vida, até que no ano passado resolvi experimentar a corrida descalço, senti que me adaptaria e só precisaria de tempo para encarar e colocar meus tenis na estante. Depois de alguns meses de adaptação estreei numa prova de 10 km e tamanha foi minha surpresa quando me senti muito melhor e sem dores no final da corrida.
    Creio que correr descalço é somente uma forma diferente de correr, ou melhor dizendo e a maneira de correr, já que nao nascemos calçados rs .

  5. Marcos Antonio Caliman Nalin says:

    Como diz Leonardo: “O fundamento do tênis com amortecimento é que o impacto é que causa a lesão. Este fundamento parece falho. O novo paradigma é que o movimento repetitivo incorreto é que causa a lesão.”

    Pensando no impacto do calcanhar…faça um pequeno teste, corra uma pequena distância com e sem calçado. Fica claro que calçado o pisar se dá fortemente no calcanhar, e descalço amortecemos o impacto NATURALMENTE apoiando a parte anterior, onde até os artelhos trabalham. Evoluimos para esta posição e a industria de calçados de forma mais midiática que ciêntifica, enaltece os benefícios do calçado com amortecimento, sem uma comprovação com uma pesquisa séria e isenta. E corroborando Leonardo, a industria de calçado enaltece o impacto, criando duas inverdades, pois 1º- o movimento repetitivo incorreto é que causa a lesão. 2º- sem calçado não se tem impacto violento no calcanhar.

    A introdução do calçado com amortecimento inventou o problema para vender a solução. Os valores investidos foram vultosos, a industria de calçados esportivos arrecada muito, portanto a briga é grande…e eu vou assistir correndo descalço. E para colocar mais um argumento, os proprioceptores , situados nos músculos esqueléticos, tendões, estruturas articulares e periarticulares, têm por função detectar alterações na tensão e posição das estruturas em que estão localizados, tais como estímulos vibratórios, táteis e de pressão sobre a pele.

    O tênis bloqueia proprioceptores, esses proprioceptores trazem informações essenciais para a conscientização da posição dos membros e seus movimentos, o denominado sentido cinestèsico. Os tênis convencionais enfraquecem os músculos e ligamentos e bloqueiam a recepção de informações vitais sobre o terreno percorrido. O que faz sentido se pensarmos na cadeia dos proprioceptores, que recebem e organizam a informação, transformando-as em ações em forma de movimento.

  6. Estevao says:

    Ola

    Estava procurando informações sobre correr sem calçados quando encontrei esse site, muito legal por sinal, parabéns.

    Entretanto, por ser um eco-chato de profissão (Eng. Florestal), sinto-me no dever de comentar a mensagem do pepe.

    Por mais que concorde que há sempre extremistas em qualquer discussão, observo que, infelizmente, grande parte de nossa sociedade, vê com desconfiança as ações dos eco-chatos, dos pseudo-radicais das cidades até os profissionais.

    Acham um absurdo pedirmos a proteção de uma espécie, independente do carro que usamos, da comida que consumimos, ou seja do estilo de vida de cada um.

    O mais engraçado é que em outras áreas da sociedade, o mesmo não se observa. Por exemplo, não é porque alguém reza todo dia, que se espera que ele(ela) seja um(a) santo(a). Aliás, se espera tudo dessa pessoa, menos a santidade.

    Considero que profissionais religiosos ou ecológicos devam sim demonstrar esse comportamento, mas esperar o mesmo de um cidadão comum, isso sim é radicalismo.

    E viva o papagaio do bico cor-de-rosa-e-chumbo!!!

    Abraços e parabéns pelo site novamente.

    Estevão

  7. Daniel Jantsk says:

    Muito bom o artigo postado no blog. Sou fisioterapeuta, trabalho com a podoposturologia e entendo sobre barefoot running.
    Atualmente a indústria de calçados está preocupada demais com o conforto e esquece da funcionalidade. Vejo nas lojas calçados com uma sério de inovações em sistemas de amortecimento mas nenhum respeita a biomecânica dos pés. São tênis com apoios de arcos, materiais de absorção de impacto na região do calcâneo que mais parecem saltos ou molas. É uma pena que os calçados tenham evoluido desta forma e por isso os consumidores pagam mais de R$ 600,00 em um par de calçados que não respeita o funcionamento dos pés.
    Tenho usado o VibramFivefingers todos os dias e tenho o maior respeito por essa empresa. Encaro como um produto revolucionario e ficaria falando 3 dias sobre o Fivefingers.
    Se alguem tiver interesse em saber sobre barefoot running, procure no Google sobre Dr. Nicholas Romanov. Existe um site onde um vasto material sobre o assunto que vale a pena investir tempo e dinheiro.

  8. Concordo plenamente com seu post e acho que as pessoas deveriam usar um desses. Só falta começarem a vender!

  9. Rodrigo, muito legal a matéria sobre este calçado!

    Você poderia me indicar onde posso comprar-ló?

    Um grande abraço.

  10. Clederson Zana says:

    Tenho uma sequela no punho e fui desencorajado a treinar qualquer coisa que forçasse o mesmo. Desobedeci as ordens médica e no entanto nunca deu problema algum. Isso ja faz 9 anos. Moro na praia e corro descalço. Nunca tive problema algum. No asfalto corro com tenis. Não vejo problema algum em correr descalço e acho que a opinião de médicos e profissionais de educação fisica são muito extremistas. Outro exemplo é o treino de calejamento das artes marciais onde qualquer médico diria ser loucura e no entanto são raros os casos onde afeta a saúde do praticante.

    Procurei o finger five e não encontrei para venda no Brasil. Se alguem souber de alguma revenda por favor coloque no site.

    Abraço e bom treino.

  11. Luciano says:

    Bem eu conheci o Vibram FiveFingers ao acaso, nem me lembro como. Fiquei por alguns meses procurando para comprar um modelo que não entendo porque o descontinuaram, o Surge que tem cano alto. Depois de muito camelar na internet encontrei em estoque em uma loja nos EUA que não vendia para fora dos EUA.

    Foi um parto conseguir um amigo para compra-lo e reenviar para mim. Só posso emitir uma opinião: EXCELENTE! É praticamente o mesmo que caminhar descalço.

    Exige uma certa “readaptação” para você se acostumar a caminhar e acertar a pisada, mas depois da adaptação é simplesmente fantástico. Tenho usado o calçado cerca de duas ou três horas por dia em caminhadas na cidade ou na terra mesmo. Super confortável.

    Que tiver oportunidade de comprar e não se importar em gastar uma graninha, compre! Vale cada centavo investido. O unico problema é que ninguém aqui no brasil abriu os olhos para o Vibram FiveFingers e começou a importar.

    Mas vá esperando, que se um dia ele chegar por aqui, certamente custará no minimo o dobro do preço que custa lá fora.

  12. […] A revista Contra-Relógio do mês de março de 2010 traz como reportagem de capa a corrida descalço. A matéria é bem completa, com nove páginas, bem ao contrário das duas minguadas da Runner’s World do mês passado. A capa mostra um Vibram Five Fingers KSO, e a chamada é muito parecida com o primeiro artigo que escrevi sobre o tema,  em agosto de 2009: Como Correr Descalço (Ou Quase): Vibram Five Fingers. […]

  13. diego gomes says:

    tenho 17 anos e quero um five fingers e nao tenho como comprar, se alguem puder me doar um eu agradesseria de coraçao eu cauço 48 meu imeio e : diego.gomes09@hotmail.com por favor entrem em contato! Obrigado pela a atençao.

  14. Alberto says:

    Eu sou formado em Ed.Física, mas não exerço a profissão há algum tempo porque professor ganha muito mal.
    Porém o conhecimento permanece. A recomendação técnica é para nunca, jamais, correr tocando o solo com os calcanhares em primeiro lugar. NUNCA. Isso detona as articulações do joelho e tornozelo principalmente. O melhor é pé em ponta, porém essa técnica é muito cansativa para quem não é atleta muito bem preparado. Então o negócio é evitar ao máximo o choque direto do calcanhar para amenizar o impacto contra o solo

  15. catia silene cavalcante marçal says:

    li a materia na contra relogio e fiquei encantada e me fez lembrar da minha infancia, que eu corria descalço pra todos os lugares,pois minha mãe não tinha condiçãos de conprar chinelo, hoje não consigo correr sem os tenis mas vou começar a praticar. espero que continue a falar sobre essa materia.parabéns

  16. […] E uma parte dos já corredores começará a correr descalço ou com sapatos minimalistas, como o Vibram Five Fingers. Agora é uma ótima hora para algum empresário do setor se espertar e conseguir uma […]

  17. Olá pessoal,
    experimentei o do meu amigo e gostei muito, até pedi para ele comprar pra mim, porém não deu.
    Possuo um número 38 que pedi, porém não dá em mim, trouxeram pra mim, porém não posso usar.
    Estou vendendo por 100 reais.
    (por favor, nao apaguem o comentario)

  18. Júlio Cesar Bamberg says:

    O tênis parece ser realmente uma evolução para o retorno ao caminhar natural.
    Agora, acredito que ele tenha os prós e os contras. Será que ele serve para uma caminhada onde o terreno é pedregoso, e não entraria pedras entre os dedos?
    O solado dele não é grosso, então para o custo dele, ele resistiria 1 ano de uso contínuo?
    Será que ele seria aceito em academias de musculação?
    Gosto muito da idéia naturalista do caminhar “descalço”, ainda mais que me lembra os tempos de criança, quando correr descalço fazia toda a diferença contra alguém calçado.
    Sobre a questão da tecnologia x evolução x hambiente natural: antigamente o homem precisava de tempo para trabalhar, e sobrava pouco tempo para almoçar, então inventaram o “fast food”. Hoje o Fast Food é o vilão dos gordinhos. Antigamente, o homem fazia seus trabalhos à mão. Hoje, temos o computador, e se este dá problema, pensamos logo “se eu não tivesse o computador, eu não teria este problema”.
    A tecnologia, ao mesmo tempo que ajuda, pode atrapalhar. Antigamente, para você fazer um trabalho de escola você ia para a biblioteca e pesquisava vários livros. Hoje, com a internet, você coloca no Google e ele te indica o site para colher informações que deseja. O problema é que as informações encontradas são confiáveis, já que não foi publicado em um livro e sim em um site? Hoje, eu tento ler menos sites porque cada vez mais encontramos erros de português, o que acaba nos alimentando sem darmos conta.

  19. petrus says:

    Acredito que até mesmo o mal acaba trabalhando para o bem! Sei também que o simples sempre é o melhor! nascemos descalços! Então acho que sempre devemos perguntar: ninguém dá sapato nem tenis? É tudo vendido e até arrumam data de validade pra tudo!Pelo menos os pés não tem data de validade! A industria do marketing é o que traz tanta discordia em todos os seguimentos, corra calçado depois corra descalço pelo menos tente! E seja sincero com você mesmo, tome sua propria decisão! Bom treino!

  20. […] Istoé. Recebi, na semana passada, um email da jornalista Rachel Costa, que pesquisou sobre as Vibram Five Fingers e achou meus artigos no […]

  21. Olá Pessoal!

    Excelente matéria! Passamos aqui para informar que os calçados Vibram Five Fingers estarão disponíveis após o carnaval nas lojas Track & Field e on-line.

    Realmente o VFF é um produto que veio para mudar a maneira como praticamos esportes, não somente a corrida. O VFF é direcionado também a esportes aquáticos, yoga, pilates, dentre outros.

    O produto possui um desenho revolucionário de calçado que permite que nossa anatomia trabalhe naturalmente e se mova com liberdade!

    Esperamos que gostem!!!!!

    Saudações da Equipe Five Fingers Brasil

  22. Vitor

    Importante destacar que os VFF não correspondem ao tamanho padrão Europeu para sapatos em nenhuma das taxas de conversão previsíveis.

    O Calçado requer tirar a medida do pé a partir do calcanhar até o dedo mais longo para ambos os pés e só então comparar a medida com as tabelas Vibram para modelo e gênero.

    Saudações

  23. Manoel says:

    Muito esclarecedora a discussão. Mas por mais que o argumento de correr descalço porque é mais natural e tudo o mais, seja válido, o contraponto de usar o calçado (seja ele qual for) é é semelhante ao uso dos pneus de um carro. Há especialidades nesta área também. O pneu certo para o carro certo. O acerto da suspensão e de todos os sistemas que fazem o veículo desempenhar suas funções a contento. O fato é que os nossos pés não foram feitos necessariamente “para correr” (descalços ou não) e sim para caminhar. Correr na natureza humana sempre foi uma consequência da necessidade de alcançar mais rápido ou fugir de algo ou alguma coisa. A consciência corporal e o respeito às limitações impostas pela genética, terreno ou distância percorrida são determinantes em qualquer caso para prevenir e evitar lesões. Buscar uma boa orientação técnica para correr é FUNDAMENTAL, independentemente do calçado.
    Quero experimentar o VFF, mas vou procurar aprender como executar os movimentos corretos na corrida para tirar dele o maior proveito na minha atividade esportiva.

    Abraços a todos!

  24. […] passada para a planta do pé antes do calcanhar. E, segundo estudos e uma teoria louca que eu vi aqui, é mais saudavel pro nosso pé correr descalço do que de tenis. Mas, como correr descalço nesse […]

  25. Macmir says:

    Em um video da VFF um professor de Havard em uma frase, da o guia para a resposta de toda e qualquer duvida sobre esse assunto:

    “se correr descalço fosse ruim, nos estaríamos extintos a muitos anos atras…” (a frase foi +- essa)

    Mas se ainda existe alguma duvida vou levantar outro ponto forte da “desvantagem” dessas ferramentas que inventamos para evoluir, como por exemplo o tênis.

    Posso dizer que toda ferramenta que desenvolvemos para “melhorar” nosso corpo, quando usada em excesso como o tênis, impede que a estrutura que esta sendo beneficiada por essa ferramenta, manter sua capacidade inata de exercer sua função, isso porque ela ja não é mais necessária, por conta do uso da ferramenta.

    A marcha é algo muito complexo, por literalmente trabalhar com o corpo todo, corpo este que evoluiu até nosso estado atual, para marchar. Dificilmente um tênis vai abranger todos os aspectos envolvidos no nosso corpo, afim de melhorar sua utilização…enfim

  26. Rogério says:

    Boa tarde.

    Quero deixar aqui minhas impressões sobre o VFF e como descobri este tipo de calçado.

    Estava procurando um tênis para meu filho e minha filha (6 e 4 anos respectivamente). Mas procurava algo que fosse próximo de um calçado como as antigas “alpargatas” feitas com o solado de cordas. Usei muito quando era pré-“aborrecente” e achava muito confortavel
    O problema é que não podia pisar em nada molhado pois elas ficavam compretamente encharcadas!

    Bom… pesquisando no google acabei descobrindo um tal de “tênis” com dedos. Fiquei curioso e acabei descobrindo o site brasileiro da Vibram.

    Logo que abri o site fiquei chocado com o formato do tênis! Diferente de tudo que havia visto.

    Li o conteúdo do site e decidi que precisava de um tênis daqueles. Minha escolha se baseou no designer e não nos benefícios (que só ficaria sabendo depois). Mas quando eu vi o valor desanimei totalmente!

    Acontece que um grupo de amigos estavam embarcando para Miami e me perguntaram se eu queria alguma coisa. Lembrei do VFF e comentei com eles que, se por acaso, encontrassem um “tênis com dedos” por lá, de uma tal “Vibram”, poderia comprar um par para mim.

    Para minha supresa meu Nextel apita e quando vejo é um destes meus amigos me chamando direto de Miami.
    Após as brincadeiras iniciais me perguntou se eu queria mesmo o tênis. Disse que sim e optei pelo modelo Komodosport.
    Aproveitei e pedi duas meias para usar com o tênis.

    Quando recebi o tênis fiquei impressionado com o acabamento e logo fui “vestindo” para ver como é.
    Apanhei um pouco para “vestir” o tênis por conta dos dedos mas peguei o jeito.

    Usei por três dias seguidos sendo o primeiro dia sem meias e os outros dois dias com meias. Com meias eles ficam mais confortáveis e reduzem o atrido dos dedos com o calçado.

    Se soubesse que era tão confortavel pediria mais uns 3 pares de meias e mais uns dois modelos para mim.
    Como não consigo calçar tênis sem meias (me sinto desconfortavel) uso somente quando as meias estão secas…rsssssss!!

    Fazia caminhadas diárias mas parei há aproximadamente dois anos e hoje sou uma pessoa “quase” sedentária – por enquanto pois meu médico me deu um belo puxão de orelha e logo voltarei a caminhar.
    Não tenho autoridade para dizer se o calçado é adequado ou não para corridas pois não sou praticante deste esporte mas para uso diário o tênis é simplesmente fantástico!!!

    E o mais legal de tudo é que a gente começa a pisar mais leve, pelo menos é esta a impressão que eu tenho.
    Sempre que posso fico descalço e realmente o tênis passa a sensação de estar descalço.

    Infelizmente o preço é para poucos e espero que o valor seja reduzido. Por lá paguei U$ 110,00 no tênis e mais U$ 20,00 pelos pares de meias.

    Fica aqui este pequeno relato, espero que seja útil de alguma forma.

    Forte abraço!

  27. Fernando says:

    Depois que passei a usar o tal do sapatenis, passei a ter dores de Esporão. É terrível, principalmente os primeiros passos e depois passa. Acha que não vai doer mais e começa a andar ou correr e ela vem de novo.

  28. catia silene cavalcante marçal says:

    ainda não consegui comprar,pois e um pouco caro aqui no brasil. sou ultra maratonista e quando estou competino nas 24hs meus pes ficam cheio de calos e unhas detonadas estão ponho um chinelo no pes e acabo copetindo, pois enquanto eu não poder ter um fiver fingers,continuarei de chinelos. ser voces quiser saber se e verdade e so entrar na ultra runner e ver minhas fotos.

  29. Rogério says:

    Olá pessoal! Deixei um relato anteriormente falando sobre o VFF. Gostei tanto do meu primeiro Vibram que acabei comprando outro par com cores mais discretas! Só tiro ele dos pés pra lavar!

    E já estou pensando num terceiro par!

    Muito bom!

    Não corro mas uso eles o dia todo!

    Abs!

    Muito bom!!!!

  30. Vanessa says:

    Olá !! Seu texto é ótimo. Eu sempre pensei em correr descalça e tenho um relato bem interessante. Eu tenho 32 anos e comecei a correr com 20 anos e me apaixonei pelo esporte, vieram os filhos fiquei um pouco sedentária e deixei de correr por uns 5 anos, mas o que realmente me incomodava era o atrito nos dedos e pés, comecei correndo com uma sapatilha da nike para prática de esporte na água, não me recordo o modelo, mas era muito confortável o único problema era que suava os pés, comprei uma outro tênis sapatilha que separava o dedão dos demais, também confortável só que achei a sola um pouco grossa, agora o vibram fivefingers é um sonho, meu desempenho melhorou bastante e corro melhor do quando era mais jovem, eu tentei todos os tênis com “amortecimentos” possíveis e sempre parava por desconforto nos pés, mas cada corpo reage diferente, principalmente quando o assunto é calçado. Eu tenho certeza que eu me adaptei ao vibram devido aos meus pés chatos, a pisada é melhor e não sofro mais com dores, me adaptei totalmente a eles. Parabéns pelo texto.

  31. Gregório Bezerra says:

    Senhores, comprei um Bikila. Sempre usei tenis caros e de marcas conhecidas. Vou tentar me adaptar aos poucos, não entrar de “sola”. Meu menisco direito foi operado, tenho apenas 20% do mesmo. Meu doctor foi radical: corrida nunca mais. Depois de 3 anos de operado já corri duas meias maratonas várias de 10 km e São Silvestre de 2011. meu joelho tá joaiado, não sinto dor e ele não incha mais. Tenho 50 latinhas de anos. Pronto, falei.

  32. José Paulo Reichenbach says:

    Olá, pessoal
    Sou acadêmico de Educação Física. Na cadeira de Biomecânica e estávamos falando exatamente sobre isso. Segue uma explicação tirada da aula e espero me fazer entender, pq a coisa não é tão simples.

    Seguinte, correr com essa sapatilha pode ser melhor ou não. Correr de tênis pode ser melhor ou não.

    Quem exlica é a Biomecânica.

    Pq que isso?

    O que gera o impacto não tem a ver com a área de impacto ou correr com a ponta do pé ou com o calcanhar. O impacto se dá pela aceleração do momento em que o pé toca o solo até parar totalmente. ( tem um tempinho aí que é mensurável) e pelo tempo que ele leva para parar totalmente. A equação é: (Força de impacto= Vf – Vi / T). Logo, maior aceleração maior impacto, são diretamente proporcionais. Tbm, maior tempo de impacto, menor força de impacto, são inversamente proporcionais.Aí acontece que se usarmos bem nossas articulações, diminuímos a aceleração ou aumentamos o tempo e, consequentemente, a intensidade do impacto diminui. Acontece que nenhum estudo chegou a conclusão de que correr com os pés descalsos ou com os tênis diminui a aceleração ou aumenta o tempo. Pode acontecer de um corredor correr de pés descalços e usar melhor as articulações ( pisando com a planta ou com o calcanhar primeiro). Pode um corredor com tênis usar melhor as articulaçõe ( pisando com a planta ou com o calcanhar primeiro). Pode um corredor descalço usar bem as articulações e ao colocar os tênis, diminuir essa eficiência e aumentar a aceleração ( maior impacto). Pode um corredor de tênis usar bem as articulações e ter pequeno impacto e, ao colocar pés descalço piorar o uso das articulaçoes, maior impacto. Pode tudo acontecer.

    Como sou naturalista e gosto da coisa simples e acho que muitas invenções são para exploração apenas, começo a tender para uma corrida mais natural ( descalços) se é que poço chamá-la de natural. O índio não usava calçado. Gostaria de saber se eles tinham muita lesão dasarticulações.
    Um abraço a todos! Espero ter contribuído.E se algum estudo definir o melhor, compartilhem.

  33. Alecks says:

    Salve todos,
    Há aproximadamente dois meses passei a correr com tênis de calcanhar mais baixo e tocando o solo com a ponta do pé ao invés do calcanhar. Acredito que isso muito se aproxima da técnica requerida para correr com o tal tênis. Fui levado a isso devido à minha condromalácia, que nunc mais reclamou. O stress na panturrilha é espantoso no início, mas os benefícios são infinitamente compensadores. Não precisa comprar nenhum tênis especial. Recomendo que comecem aos poucos. Aprendi isso pelo site do Scooby “Scooby Workshop”, onde aprendi muitas outras coisas interessantes, como malhar em casa e preder alguns centímetros de barriga sem ter que ir à academia.