Pedal na Serrinha: Destruição Pelas Chuvas

Neste sábado fizemos um pedal pela região de Campo Magro. É um lugar que vou a muitos anos, desde que comecei a andar de bike. Os meus três companheiros foram o Luiz, Renato e Matheus, que nunca havia pedalado neste trajeto (Santa Felicidade, Canelinha, Serrinha, Bar do Paulo e volta por Campo Magro).

O encontro foi na Havan do Barigui e na ida já notei que um bom pedaço do parque estava alagado. Deu até para ver um patinha nadando onde antes era a pista de corrida e uma carpa se batendo onde deveria existir grama.

Saímos dali em direção à Campo Magro e entramos à direita depois dos motéis em direção à Canelinha. O problema começou depois que entramos na Serrinha. Na subida já havia alguns lugares desbarrancados, mas nada invadindo a estrada. Só que quanto mais seguíamos na Serrinha, mas desmoronamentos e cada um mais feio que o outro.

Olha o Renato! Embaixo deste mato tinha uma estrada!

Nos primeiros conseguimos passar pelo lado da estrada, mas a coisa só piorava. Chegou uma hora em que  uma grande parte do morro caiu na estrada, com árvores e tudo. A cada desmoronamento tínhamos que sair das bikes e ir passando, uma a uma, entre nós.

Logo que pegamos um dos grandes tentei passar por um lado e enfiei o meu pé até o joelho na lama, e quase perdi a sapatilha, pelo grude que estava.

Vimos também um tatu morto e com sua caparaça arrancada, dando para ver os órgãos internos. Provavelmente comido por algum cachorro ou outro bicho local.

Em um dos desmoronamentos achamos que não daria para passar, pois a estrada havia sumido, com toda a sua base levada pelas árvores e terra que caíram do morro. Neste local levamos quase meia hora para conseguir avançar 30 metros!

O problema todo era que não queríamos voltar mas também não sabíamos como estaria a estrada para a frente.

Felizmente depois de outras quedas de barreira menores em frente, chegamos no final da Serrinha. Dali para a frente seria mais fácil. Seria? 🙂

Quando chegamos no final a estrada não existia mais. No lugar tinha uma cachoeira! 🙂 Tivemos que dar uma volta e também não deu para chegar no Bar do Paulo pois eles estavam ilhados. Resolvemos voltar dali direto para Campo Magro e aproveitamos para almoçar no restaurante Pedra Chata.

Em Campo Magro voltamos pela estrada mesmo porque o Matheus precisava estar as 15:00h em casa, e estava sentindo o joelho. E quando achamos que não teríamos mais surpresas, o asfalto no meio da estrada simplesmente havia desmoronado. Um caminhão fez um desvio ao lado e conseguimos passar.

Em meus dezoito anos de bike nunca havia visto nada igual naquela região de Campo Magro. Impressionante mesmo! Acho que a Serrinha, que é uma estrada secundária, usada somente por mountain bikers, trilheiros, motoqueiros e os poucos moradores da região, levará muito tempo para ser restaurada, pois não existe interesse econômico da prefeitura no local.

Resumo: 60km de pedal com muitas barreiras caídas e vários sobes e desce.

Veja também os relatos do Renato e do Luiz.

Comments

  1. xampa says:

    qta chuva em ctba. caramba.

  2. Mildo Jr says:

    urra só pegarm o mignon do tatu? :D,,,,

    “comer tatu é bom!! pena que da dor nas costas,,,”,, hahahahah

  3. Luiz says:

    Isso que o cara é vegetariano…. Coitado do tatu!

  4. Renato says:

    Paca, tatu, cotia não!