Pedal Chaminé do Caiguava e Roça Nova

Neste sábado fizemos um pedal promovido pela turma do ODois.org: Chaminé do Cayguava e Roça Nova. A ideia do odois era reunir o pessoal que lê os relatos de suas expedições mas nunca havia participado junto. Recebi também um convite e lá fomos nós!

O pedal era para ser de 68 quilômetros (virou 92km), saindo da TagBike as 07:30h da matina! Na sexta eu estava meio cansado e, quando cheguei em casa, fui direto dormir. Nem quis saber de arrumar as coisas. Como estou acordando bem cedo, sem precisar de relógio, deixei tudo para o sábado de manhã.

Acordei, levantei, arrumei as coisas e saí pedalando as 07:00h. Quando eram 07:30h vi que não iria chegar à tempo na TabBike e fui direto para o terminal do Capão da Imbuia para encontrar o resto do pessoal. Logo começaram a chegar os conhecidos: Rafael, Mildo, Luiz, o pessoal do ODois, Fabricio e o Fozzy. Depois de alguns minutos chegou o Leandro com o resto da galera. Somamos 21 pessoas, um ótimo número para um pedal como este e o itinerário proposto era Curitiba – Pinhais – Piraquara – Estradas de Terra – Trilha do Cayguava – Mirante – Piraquara – Curitiba.

Eu já conhecia a região por vários pedais diferentes, mas o pessoal do ODois, junto com o Leandro, consegue surpreender sempre. Saímos pelo terminal do Capão da Imbuia e seguimos em direção à Pinhais e Piraquara por estradinhas muito legais. Quando entramos nas estradas de terra saímos do domínio do tempo, como bem falou o Lulis. Estávamos no nosso meio. 🙂

As estradas da região, a represa de Piraquara e o céu de brigadeiro formaram uma paisagem belíssima. Boa parte do trajeto é conhecido na região com o Caminho Trentino dos Mananciais.

Além das ótimas trilhas, vimos coisas curiosas, como um casal de Alpacas (ou seriam Lhamas?) e também um carro depenado e enferrujado.

A chegada até a represa foi pelo mesmo caminho que já havia feito meses atrás com o Markito, uma trilha técnica de pedras e que estava cheia de água. Não sei se o Markito e o Antonello conheciam, mas tem uma outra trilha, na sequência, que leva até a famosa Chaminé do Cayuguava, que leva o mesmo nome da represa.

Essa chaminé é muito interessante. Último artefato de uma olaria abandonada (adoro olarias), de alguma maneira que ninguém sabe como, cresceu uma árvore nela, bem no topo. Coisas que só a natureza nos proporciona! 🙂

Depois de uma meia hora perdidos dentro da trilha, voltamos para a estrada, passando pelo trilho do trem em Roça Nova. Lá visitamos uma pedreira abandonada e os túneis de trem: o antigo, desativado a um bom tempo, e o novo, o mais longo de todo o trajeto da ferrovia.

Da pedreira eu posso dizer uma coisa com fundamento: os base-jumpers de Curitiba (saltar de paraquedas de lugares fixos) poderiam utilizá-lo como base para saltos curtos. A pedreira é muito grande e bem alta!

Os túneis foram uma brincadeira à parte. Seguimos pelo túnel velho, num breu total. Tive até que pressionar o botão da máquina para que ela mandasse a luz de focagem. Só assim para ver o caminho pela frente. Na volta nos certificamos que o trem não estava vindo (como? nem sei, pergunte para o Du!). Mas para garantir saímos na correria de um ponto a outro. Foi um bom trotinho até chegar do outro lado. 🙂

A partir daí foi voltar ao domínio do tempo (copyright Lulis), entrando no perímetro urbano de Piraquara. Aproveitamos e tiramos uma foto, ainda com o clima rural ao fundo.

Antes de entrar no asfalto, numa descida gostosa, presenciei a máquina fotográfica do Lulis saltar da capinha e voar pelos ares. Por sorte, antes de bater com tudo no chão, ela engatou no pedal e daí a ralada não foi tão forte. Máquina para um lado, pilhas espalhadas pelo chão! Pasmem, mas fora alguns arranhões a máquina voltou a funcionar!

Já perto do terminal do Capão da Imbuia verifiquei o meu ciclocomputador e tirei uma foto dos primeiros 1.000 quilômetros com a minha bike nova. Nada mau para três meses e meio desde que ganhei ela! Média de quase 300 quilômetros por mês!

Cheguei em casa as quatro e meia da tarde, feliz cheio de energia! Meu ciclocomputador marcou 92 quilômetros percorridos e queimei 4.255 calorias. Ótimo para um pedal despretensioso num sábado ensolarado!

Neste pedal conversei com o Luiz sobre vários aspectos das corridas de aventura. Acho que vamos ter mais um parceiro para as próximas! 🙂

Mais relatos deste pedal: Cicloturista Urbano, Luiz e Odois.

Comments

  1. danielghiraldi says:

    que tesao de pedal rodrigo…
    No proximo vou com certeza, nao to bom ainda rs
    abraços

  2. du says:

    Tá bom, aí vai o segredo para passagem do túnel.

    Pensei, temos duas opções:
    – Correr muito morrendo de medo ou
    – Correr muito MESMO e, enfim, morrendo, de medo!

    Chamei o Lulis pelo rádio pra saber como estava o sinal do lado oposto. Resposta: VERMELHO. Isso quer dizer que tinha um trem ocupando o “slot” do túnel pra baixo, ou seja, onde estávamos. O outro sinal também estava vermelho, ou seja, tinha outro trem ocupando o “slot” de cima, sentido Curitiba. Tá, e o que isso tudo quer dizer?

    – CORRE, CORRE MTO MESMO, E CLARO, com medo!

  3. lulis says:

    Um passeio realmente excepcional!

    Nem a surra que a minha câmera levou (no melhor estilo gato-amarrado-na-bike-pelo-rabo) conseguiu estragar as imagens do dia. E não falo apenas das digitais.

    Abraços e use máscara!

  4. Mildo Jr says:

    isso ae TORMINHA (o2),, 😀

    pedalzao muito bom,,

    na próxima ,no final, matamos uma pizza!!! 😀

    [] s mildo

  5. Marlon says:

    bom, parabéns pela pedalada 92 km naum eh pra qualquem um!

    moro em piraquara, eo recomendo vc’s passarem pelo túnel ativado! eh menos perigoso do que o desativado…

    se o trem vier sobra bastante espaço para vc’s e para as bikes no canto, eh bem susse.. falo isso pq ja peguei o trem 4 veses la dentro.. ja o velho.. va sabe q bixo tem lá dentro! fora q naum da pra ver o final, “a naum ser se vcs tiverem lanterna”dai eh otra historia!

    flo

  6. […] as estradinhas da região. Eu já fui algumas vezes na represa. Uma somente com o Markito e outra com o pessoal do Odois. Eu ainda fico meio perdido com as estradas de Piraquara e resolvi só curtir o pedal, deixando a […]

  7. emerson gilini says:

    gostei da aventura ,, gostaria de participar
    das pedaladas , e corridas de aventuras ..
    abraços

  8. […] muitas vezes, e posso dizer que não existe nada melhor neste mundo. Um salto de paraquedas,  um longo pedal ou um momento especial. Mas o melhor de tudo é quando você consegue enganar o tempo junto com […]