Meu Primeiro Salto de Paraquedas

Em 1994 resolvi saltar de paraquedas. Não lembro exatamente o que me levou a isso, mas acho que foi uma conjunção de fatores. Eu havia visto o filme “Caçadores de Emoção” e também havia conhecido um maluco no Marumbi que só queria saber de fazer a brigada pára-quedista no Rio de Janeiro. Acho que aquilo ficou na minha cabeça fermentando e depois que escutei um anúncio na finada rádio Estação Primeira, resolvi ver como funcionava o negócio.

Fui até a escola Prisma, de Paraquedismo e conheci o pessoal. Gostei da conversa e dos vídeos que vi. Saí de lá com a inscrição feita para o curso. Achei que o negócio era muito rápido: um curso de uma semana, à noite, e no sábado já era o primeiro salto. Bem, se é assim fazer o que? Vamos lá! 🙂

Naquela época as áreas de salto aqui em Curitiba eram meio limitadas. O Bacacheri era operado por outro escola e o pessoal da Prisma ia sempre saltar em Boituva, no interior de São Paulo. Então lá fomos nós numa sexta-feira à noite.

Chegamos no começo da manhã na área e já tinham pessoas se programando para fazer o primeiro salto do dia. Eu só iria salta na parte da tarde.

O meu primeiro salto foi bem interessante. Subimos a 4.000 pés (em torno de 1.300 metros) e fui para a porta do avião, com o meu instrutor ao meu lado. Antes do salto ele me puxou e , já que o barulho do avião era bem grande, falou alto: “Agora você vai descobrir porque os passarinhos cantam“.

Em seguida a porta do avião abriu ele me indicou o montante do avião (aquela parte em diagonal que fica em baixo da asa). Saí para fora, coloquei meus pés nos estribos e segurei firme no montante. Ao comando dele fiquei na posição e liberei os meus pés, ficando preso somente pelas mãos. No segundo comando soltei as mãos e caí no vazio, olhando para o avião e vendo ele ir embora rapidamente.

Este primeiro salto foi enganchado, com uma fita presa no avião que comandava automaticamente o para-quedas. Em poucos instantes o pára-quedas abriu e eu estava flutuando no vazio, a algumas centenas de metros da área de pouso. Em poucos minutos eu pousei e tirei a foto que está no início do post, com o instrutor Giba.

Fui fisgado! Naquele final de semana dei outros quatro saltos. Em seguida viajei para os Estados Unidos para fazer um curso de inglês de daí dei os meus primeiros saltos de grandes altitudes: 12.000 pés. Quando eu achar as fotos, coloco aqui no blog.

O pára-quedismo foi um dos esportes que fiz que mais me trouxe emoções fortes. É uma descarga de adrenalina incrível, e uma das melhores sensações que já tive na vida. Depois de um ano e 25 saltos resolvi parar, pois a brincadeira era muito cara e eu não tinha cacife para dar o número de saltos que me faria feliz. Preferi parar com tudo do que ficar frustrado.

Mas tive ótimos momentos e me lembro com muito carinho desta época. Foi realmente muuuuito bom! 🙂

Comments

  1. Renato says:

    Tá bom. E por que os passarinhos cantam?

  2. Xampa says:

    Fala Rodrigo.
    Tá aí uma coisa que não tenho coragem e nem vontade, hehehehe.
    Agora, fica uma pergunta, já que não consegui me localizar no tempo: o cabelo cresceu depois do salto ou foi cortado para tal?
    Dá um pulo lá no blog.
    Abs.

  3. Mildo Jr says:

    to fora,,
    o bruto aqui é meio cagão pra isso !!!

    😀

  4. Thiago says:

    quanto vc pagava para saltar?

  5. du says:

    Oh Tourinho, faz favor de acompanhar o transpirando.com e prestar atenção nas coisas que você vai fazer quando tiver a idade que o Tutu tinha quando fazia essas coisas!

  6. Guilherme says:

    Eu acompanho sim!
    E paraquedismo é uma coisa que eu vou fazer ainda!

  7. Paulo Massa says:

    Rodrigo, parabéns pelos saltos!

    Eu fiz o meu primeiro salto duplo agora em abril/2010 e foi fantástico!

    Adrenalina pura!

    Vi que vc saltava em Boituva, dizem que é muito bom lá…

    Grande abraço,

    Paulo Massa.

  8. JOKA says:

    Karacas, Rodrigo e Paulo Massa vcs são corajosos mesmo. Eu não pulo nem a paulada !!! kkk Outro dia presenciei minha esposa saltando de asadelta. Eu não acreditei….kkkk Tenho coragem de fazer a double em uma ultramaratona mas, paraquedismo nem pensar…rs Parabéns guerreiro !!!

  9. […] esportivas diferentes, acabei vendo que segui um padrão muito parecido em cada uma delas. Seja no paraquedismo, voo livre, mergulho, carveboard, montanhismo ou mesmo na bicicleta, acabei seguindo o mesmo […]

  10. Giba says:

    Fiquei muito feliz quando minha filha me chamou para ver uma coisa que eu iria gostar muito. Para minha surpresa gostei mesmo!!! Ver essas fotos foi como entrar no tunel do tempo!!!! Grande RODRIGO, foi bom saber da sua historia e ter feito parte dela! Um grande abraço.
    Gilberto Carlos Sochascki : )

  11. […] faz muito tempo que dei o meu primeiro salto de paraquedas, lá em 1994. Naquela época o esporte ainda chamava-se pára-quedismo, mas pelo que acompanho, […]

  12. […] saí do domínio do tempo muitas vezes, e posso dizer que não existe nada melhor neste mundo. Um salto de paraquedas,  um longo pedal ou um momento especial. Mas o melhor de tudo é quando você consegue enganar o […]

  13. Pierre says:

    Também realizei saltos com a Prisma em Ponta Grossa, mas perdi contato. Teria os email do Giba, Tulio, Mikulis, Tania etc ?